26 de nov. de 2007
T. S. Eliot
Quem é o outro que sempre anda a teu lado?
Quando somo, somos dois apenas, lado a lado,
Mas se ergo os olhos e diviso a branca estrada
Há sempre um outro que a teu lado vaga
A esgueirar-se envolto sob um manto escuro, encapuzado
Não sei se de homem ou de mulher se trata
- Mas quem é esse que te segue do outro lado?
.
Quando somo, somos dois apenas, lado a lado,
Mas se ergo os olhos e diviso a branca estrada
Há sempre um outro que a teu lado vaga
A esgueirar-se envolto sob um manto escuro, encapuzado
Não sei se de homem ou de mulher se trata
- Mas quem é esse que te segue do outro lado?
.
8 de nov. de 2007
Uma vez carente de atenção
Misturei meus ideais sublimes
Numa silhueta romântica
Com sabor de utopia e
Não soube dividir
Em perfeita simetria
Meu onirismo da razão
Que era minha amiga
O sentimento que dá origem à amizade é crescente, se souber respeitar os limites, não linear, pois todo relacionamento é passível de conflitos, e, estes fecundam conhecimentos sobre o outro que, não houvesse o atrito, ficariam obtusos.
Existem amigos que passeiam em nossas vidas, mas, igualmente, são como chicletes, quando pensamos que eles não voltarão surgem com aquele inato sorriso e brincadeiras que, para outros, não fazem sentido.
Ademais, outros vivem fisicamente longe, porém próximos em espírito e parece mesmo haver um elo psíquico que avisa quando o amigo está em alguma dificuldade.
Alguns entram e saem da nossa convivência e, como numa cópula, geram frutos benignos ou não.
Sabe, amiga, sempre tive grande apreço pelos meus amigos e hoje tenho muito mais. Certas pessoas que conheci me ajudaram de tal forma que meu modo de ver o Mundo e o Homem transfigurou-se em uma ideologia mais coerente com a realidade.
Há um dito pelas ruas que diz que não existe amizade entre homem e mulher. Se isso for verdade, tenho muitas namoradas.
26 de out. de 2007
19 de out. de 2007
Jantar, à luz de velas
Tristeza posta à mesa do jantar
Acompanhada com sorrisos fingidos
Corroboram as meias verdades ditas
Com sete mentiras escondidas.
A barbárie da guerra civil
Mesclada à diversão da juventude
Serviu hoje mais um cadáver
Deixando o peixe insosso.
A cadeira vazia dá lugar ao fantasma da saudade,
Que não diz que vai chegar depois das dez
Que não pede sequer um copo d’água.
O suco de goiaba remete ao sangue inocente, pisado
E tem gosto de vingança inútil
Nesta ceia, a esperança é uma Quimera.
Acompanhada com sorrisos fingidos
Corroboram as meias verdades ditas
Com sete mentiras escondidas.
A barbárie da guerra civil
Mesclada à diversão da juventude
Serviu hoje mais um cadáver
Deixando o peixe insosso.
A cadeira vazia dá lugar ao fantasma da saudade,
Que não diz que vai chegar depois das dez
Que não pede sequer um copo d’água.
O suco de goiaba remete ao sangue inocente, pisado
E tem gosto de vingança inútil
Nesta ceia, a esperança é uma Quimera.
17 de out. de 2007
16 de out. de 2007
Antes de Dormir
Faço força para me concentrar nas imagens
O filme é de guerra — Eastwood
Soldados suicidam-se com a granada ao lado do peito
A honrar seu país. Eu não lutaria por esta terra,
Que só traz mazelas, fome, frio e guerra civil
Hoje, eu não lutaria por nada e nem por ninguém
O medo me dominou.
Medo da polícia, dos bandidos,
Medo de me apaixonar, de olhar embaixo da cama.
E da morte? Eu temo à morte?
Deus, Diabo. Céu, Inferno. Luz, Trevas.
O Homem é o umbigo do Universo, por isso não aceita
Viver só setenta, oitenta anos.
Daí criou Deus e o paraíso,
Mas tem que ser bonzinho pra subir, viu!
Quando o Japão vê a guerra finda e a batalha perdida,
Percebo que pensei em tudo menos no filme.
O filme é de guerra — Eastwood
Soldados suicidam-se com a granada ao lado do peito
A honrar seu país. Eu não lutaria por esta terra,
Que só traz mazelas, fome, frio e guerra civil
Hoje, eu não lutaria por nada e nem por ninguém
O medo me dominou.
Medo da polícia, dos bandidos,
Medo de me apaixonar, de olhar embaixo da cama.
E da morte? Eu temo à morte?
Deus, Diabo. Céu, Inferno. Luz, Trevas.
O Homem é o umbigo do Universo, por isso não aceita
Viver só setenta, oitenta anos.
Daí criou Deus e o paraíso,
Mas tem que ser bonzinho pra subir, viu!
Quando o Japão vê a guerra finda e a batalha perdida,
Percebo que pensei em tudo menos no filme.
15 de out. de 2007

Die, Die My Darling
Morra, morra, morra minha querida
Não diga uma única palavra
Morra, morra, morra minha querida
Apenas feche seus lindos olhos
Eu vou lhe ver outra vez
Eu vou lhe ver no inferno
Não chore pra mim, oh baby
Seu futuro é em uma caixa oblonga
Não chore pra mim, oh baby
Deveria ter previsto isso
Não chore pra mim, oh baby
Eu não sabia que isso estava em sua boceta
Não chore pra mim, oh baby
Garota sem saída para um cara sem saída
Não chore pra mim, oh baby
E agora sua vida se esvai por aquele chão
Não chore pra mim, oh baby
14 de out. de 2007
E se...
E se eu disser que te amo, mas as palavras saírem trêmulas de modo a entregar minha falsidade?
E se eu disser que posso sentir meus leucócitos morrerem, um a um, deixando-me incapaz de qualquer imunidade, até mesmo de uma gripe?
E se eu disser que as pessoas se divertem com algo que é a causa da minha doença?
E se eu disser que as estrelas tentam, em vão, imitar o brilho dos seus olhos?
E se eu disser que só fui legal com você por que estava interessado na fenda entre suas pernas?
E se eu disser que estou arrependido por não ter aceitado o seu pedido de namoro simplesmente porque queria curtir meus dezenove anos?
E se eu disser que entendo mais de amizade que amor?
E se eu disser que o seu perfume me excita mais que você?
E se eu disser que a morte é a salvação?
E se depois da morte existir somente o nada?
E se eu não existir?
E se eu transar com Angelina Jolie, fará alguma diferença em minha vida, serei feliz?
E se você me disser que eu só sirvo como amante, contudo não conseguir me deixar?
E se eu disser que todo esse relacionamento não passa de um jogo de interesse e que você não o ama?
E se eu disser que sinto saudade?
E se eu disser que não?
E se eu disser que prezo tanto sua amizade que sinto medo e não quero que você conheça meus defeitos?
E se eu disser que sofro mais por minhas amigas que paqueras?
E se eu me casar?
E se eu disser que o sol não tem mais o mesmo brilho que outrora e que a chuva me deixa eufórico?
E se eu disser que todas as noites, que consigo dormir, sonho contigo?
Mas eu nada digo.
E se eu disser que posso sentir meus leucócitos morrerem, um a um, deixando-me incapaz de qualquer imunidade, até mesmo de uma gripe?
E se eu disser que as pessoas se divertem com algo que é a causa da minha doença?
E se eu disser que as estrelas tentam, em vão, imitar o brilho dos seus olhos?
E se eu disser que só fui legal com você por que estava interessado na fenda entre suas pernas?
E se eu disser que estou arrependido por não ter aceitado o seu pedido de namoro simplesmente porque queria curtir meus dezenove anos?
E se eu disser que entendo mais de amizade que amor?
E se eu disser que o seu perfume me excita mais que você?
E se eu disser que a morte é a salvação?
E se depois da morte existir somente o nada?
E se eu não existir?
E se eu transar com Angelina Jolie, fará alguma diferença em minha vida, serei feliz?
E se você me disser que eu só sirvo como amante, contudo não conseguir me deixar?
E se eu disser que todo esse relacionamento não passa de um jogo de interesse e que você não o ama?
E se eu disser que sinto saudade?
E se eu disser que não?
E se eu disser que prezo tanto sua amizade que sinto medo e não quero que você conheça meus defeitos?
E se eu disser que sofro mais por minhas amigas que paqueras?
E se eu me casar?
E se eu disser que o sol não tem mais o mesmo brilho que outrora e que a chuva me deixa eufórico?
E se eu disser que todas as noites, que consigo dormir, sonho contigo?
Mas eu nada digo.
6 de out. de 2007
28 de set. de 2007
Depressão
O marasmo me deprime.
Com esta melancolia me ofendo.
Quando finjo, existo.
Quem me ergue tira-me o motivo.
Qualquer isso, desisto.
Quem destrói meus devaneios?
Absinto.
Com esta melancolia me ofendo.
Quando finjo, existo.
Quem me ergue tira-me o motivo.
Qualquer isso, desisto.
Quem destrói meus devaneios?
Absinto.
21 de set. de 2007
Medo de Criança
Sem saber o porquê, quem ou o quê
A mim incomodava e me queixei:
Fale! Quem é você, soturno ser?
O silêncio, então, quebrado foi
Com ruídos estranhos de fazer
Minha imaginação criar na noite
Tremores nas entranhas do meu ser
Pela janela, luz lunar entrava
Sombras eram formadas em meu quarto
Sinto um odor de pus e uma desgraça
Que me observa calada e deturpada.
Pendurada sem jus pela garganta
Balança uma infante ma’abortada
4 de jul. de 2007
A Escolha
Tê-la em meus braços
Vê-la de longe
Não me provoque!
Não te assanho.
Quero você
Ter ou não ter?
Vira de costas
Pra ir embora
Deixo que vá.
Como rebola!
Quero sorver
Todo teu ser.
— Dá meia volta! —
Digo pra ela.
Ela me olha
E não dá trégua
Que vou fazer?
Quero saber.
Chego mais perto
E ela desiste
Lábios abertos
Fogo existe.
Vamos sofrer
Ígneo prazer.
Vê-la de longe
Não me provoque!
Não te assanho.
Quero você
Ter ou não ter?
Vira de costas
Pra ir embora
Deixo que vá.
Como rebola!
Quero sorver
Todo teu ser.
— Dá meia volta! —
Digo pra ela.
Ela me olha
E não dá trégua
Que vou fazer?
Quero saber.
Chego mais perto
E ela desiste
Lábios abertos
Fogo existe.
Vamos sofrer
Ígneo prazer.
Timidez
As palavras ficam tímidas,
Quando pego na caneta,
E se acolhem lúgubres
Dentro da minha cabeça.
Porque os sentimentos
Que estão cá dentro
Não falam a mesma língua
Que a ponta da caneta.
Quando pego na caneta,
E se acolhem lúgubres
Dentro da minha cabeça.
Porque os sentimentos
Que estão cá dentro
Não falam a mesma língua
Que a ponta da caneta.
Desejo Fúnebre
Um dia
Eu queria
No mundo
A minha dor.
Numa tarde
Eu teria
A morte
Do meu amor.
E da noite
Eu faria
Uma lápide
Sem flor.
Eu queria
No mundo
A minha dor.
Numa tarde
Eu teria
A morte
Do meu amor.
E da noite
Eu faria
Uma lápide
Sem flor.
Um dia para esquecer
Às quatro e meia, Morfeu tirou meu sono.
Às sete e meia, fiquei mudo.
Quinze horas, tiraram-me o chão.
E, como se não bastasse,
Limitaram minha amizade.
Às sete e meia, fiquei mudo.
Quinze horas, tiraram-me o chão.
E, como se não bastasse,
Limitaram minha amizade.
21 de jun. de 2007
Barker
"Então sua concentração enfraqueceu, e ela viu o mundo invisível tornar-se visível, com Simon dependurado no ar, enquanto os mortos escreviam em seu corpo por todos os lados, arrancando punhados de cabelos da sua cabeça e do seu corpo para conseguir mais espaço na página, escrevendo nas axilas, nas pálpebras, nos órgãos genitais, no rego entre as nádegas e nas solas dos pés.
Escreveram sobre ele; tatuaram seus verdadeiros testamentos sobre sua pele para que McNeal nunca mais encarasse a tristeza em vão. Transformavam seu corpo num livro, um livro de sangue, cada centímetro minuciosamente entalhado com suas histórias.
As histórias seguem, dissera o garoto. Sangram e sangram.
Nas páginas seguintes estão as histórias escritas no livro de sangue. Leia-as, se quiser, e aprenda.
É melhor estar preparado para o pior, afinal. Além disso, é prudente aprender a andar antes que a respiração termine."
Escreveram sobre ele; tatuaram seus verdadeiros testamentos sobre sua pele para que McNeal nunca mais encarasse a tristeza em vão. Transformavam seu corpo num livro, um livro de sangue, cada centímetro minuciosamente entalhado com suas histórias.
As histórias seguem, dissera o garoto. Sangram e sangram.
Nas páginas seguintes estão as histórias escritas no livro de sangue. Leia-as, se quiser, e aprenda.
É melhor estar preparado para o pior, afinal. Além disso, é prudente aprender a andar antes que a respiração termine."
Aonde está você agora além de aqui dentro de mim?
Todos os dias antes de dormir, eu lembro e esqueço como foi o dia, lembro das tardes que passamos juntos na UFES e agora o que sinto não sei dizer!
Até hoje achava que a solidão é que me caía bem, mas você veio e me mostrou que nós temos todo o tempo do mundo! Mesmo assim ainda estou confusa, só que agora é diferente, agora já não sei dizer o que aconteceu, se tudo que sonhei foi só um sonho meu!
Quando eu te encontrei, só queria alguém com quem conversar, mas de uns tempos pra cá, meio sem querer alguma coisa aconteceu!
E depois disso, quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que existe razão?
E é só você que provoca essa saudade vazia, quando me lembro de você em dias assim, dias de chuva! E lembro das tardes em que passamos nas pedras, onde você me dizia - olhe nos meus olhos - e eu dizia - eu gosto de você também!
Agora ninguém mais vai me dizer o que sentir, você é parte do que me faz forte e pra ser sincera muito feliz!
Você me toca como se fosse quebrar, parece me despir com os olhos! E eu disfarço e digo - não me olha assim, eu sou parte de você também!
Tudo pode estar estranho agora, mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você! E aí então você se torna aquele com o qual a vida faz sentido! Momento que se tornou eternidade quando um beijo aconteceu!
Até hoje achava que a solidão é que me caía bem, mas você veio e me mostrou que nós temos todo o tempo do mundo! Mesmo assim ainda estou confusa, só que agora é diferente, agora já não sei dizer o que aconteceu, se tudo que sonhei foi só um sonho meu!
Quando eu te encontrei, só queria alguém com quem conversar, mas de uns tempos pra cá, meio sem querer alguma coisa aconteceu!
E depois disso, quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que existe razão?
E é só você que provoca essa saudade vazia, quando me lembro de você em dias assim, dias de chuva! E lembro das tardes em que passamos nas pedras, onde você me dizia - olhe nos meus olhos - e eu dizia - eu gosto de você também!
Agora ninguém mais vai me dizer o que sentir, você é parte do que me faz forte e pra ser sincera muito feliz!
Você me toca como se fosse quebrar, parece me despir com os olhos! E eu disfarço e digo - não me olha assim, eu sou parte de você também!
Tudo pode estar estranho agora, mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você! E aí então você se torna aquele com o qual a vida faz sentido! Momento que se tornou eternidade quando um beijo aconteceu!
Renata
Tira as madeixas de trás das orelhas
Faz charme quando cai sobre sua face
Digo pra criança: solta os cabelos!
Mas persistem sob o lóbulo, num impasse.
No jogo da sedução é honestamente
Eficaz, na aposta, porém, roubar-me
(é ênclise) foi capaz. Mas tão somente
cumprirei o trato por muito lhe prezar.
Anda com o charme da flor da idade
E tem cheiro de Capricho campestre
Vejo, sinto, pressinto maldade.
Amizade matizada, celeste,
Que à noite é estrelada de saudade
E na aurora ilumina o meu leste.
Faz charme quando cai sobre sua face
Digo pra criança: solta os cabelos!
Mas persistem sob o lóbulo, num impasse.
No jogo da sedução é honestamente
Eficaz, na aposta, porém, roubar-me
(é ênclise) foi capaz. Mas tão somente
cumprirei o trato por muito lhe prezar.
Anda com o charme da flor da idade
E tem cheiro de Capricho campestre
Vejo, sinto, pressinto maldade.
Amizade matizada, celeste,
Que à noite é estrelada de saudade
E na aurora ilumina o meu leste.
28 de abr. de 2007
Minha mente mente, me metendo muito medo
Machuca-me mesmo morena, mas malícia me mostrará melhores meios. Menina mentirosa, malandra, malvada.
Mulheres maculadas metem mais, menos, mais, menos. Malgrados merecem.
Manápulas mexem mamas meladas, Meu Milagroso, mostre-las medidas morais.
Mundo mentecapto.
Mude!
Melhore!
Mate-me!
Mulheres maculadas metem mais, menos, mais, menos. Malgrados merecem.
Manápulas mexem mamas meladas, Meu Milagroso, mostre-las medidas morais.
Mundo mentecapto.
Mude!
Melhore!
Mate-me!
Ka
Não desanime! A fria sombra da lápide, que a todos acolhe, se aproxima com vagar como uma nuvem negra que vem chegando silenciosamente para provocar a fenomenal tempestade em sua vidinha de merda.
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